Na comparação direta de folha, a 6×1 sempre vence: menos colaboradores para a mesma cobertura (fizemos a matemática de headcount dos dois regimes neste comparativo numérico). O problema é que essa conta ignora três linhas de custo que não aparecem na folha de pagamento, mas saem do caixa todo mês: turnover, absenteísmo e passivo trabalhista.
Turnover (rotatividade): substituir um colaborador custa, em média, de 1 a 2 salários da posição — recrutamento, seleção, treinamento e os meses de produtividade abaixo do ideal. Regimes desgastantes giram mais o quadro: com apenas 4 folgas por mês, a 6×1 está entre os regimes com maior rotatividade no varejo e serviços.
Absenteísmo: fadiga acumulada vira atestado. Com menos dias de descanso, faltas não planejadas aumentam — e cada falta vira custo duplo: o dia não trabalhado mais a cobertura emergencial, geralmente paga como hora extra de outro colaborador.
Passivo trabalhista: a 6×1 mal gerida é um prato cheio para ações de DSR não concedido, feriado sem compensação e intervalo suprimido. Basta a escala estourar a folga dominical ou emendar 7 dias seguidos algumas vezes por ano para o risco se acumular (veja o que a CLT exige no regime 6×1).
A conta rápida para comparar: some (salário médio × turnover anual × custo de reposição) + (faltas mensais × custo de cobertura) + (provisionamento de passivo). Compare com o aumento de 15% a 25% de headcount que a 5×2 exigiria. Em muitas operações de alta rotatividade, a 5×2 sai mais barata em 12 meses — em outras, a 6×1 bem gerida continua valendo. O ponto é decidir com a conta completa, não só com a folha.
O Excala ajuda nos dois lados dessa equação: reduz o passivo da 6×1 atual (validando DSR, domingos e feriados automaticamente) e simula a 5×2 na mesma equipe para você comparar o custo real antes de migrar — incluindo o efeito no faturamento, que detalhamos neste artigo.